sábado, 27 de novembro de 2010

10 Bienal do Recôncavo

Fachada do Centro Cultural Dannemann
Perfomance bem humurada,,,,
Prêmio Aquisição
Perfomance muito linda....
Apesar da proposta que o novo se manifeste, eu pessoalmente não vi nada de novo, muita coisa bizarra, uma expressão bem desse tempo contemporâneo. Gostei de alguma sobras, outras detestei, mas isso certamente faz parte da mostra. Muitas perfomances;havia uma que não fotografei porque não gosto de cruz/crucificações, mas ate achei curiosa a obra: uma mulher, bonita estava carregando uma cruz grande, toda bordada de paetês, missangas, espelhos e outros parangolês por fora do espaço da Bienal, em um determinado momento ela entra num pátio coloca acruz contra uma parede, tira a roupa e fica lá como se estivesse crucificada. Nem preciso de dizer que algumas pessoas da cidade sairam indignadas falando de blasfêmia e bla bla bla bla,,,outra coisa foi que alguns machos bobões ficaram na frente da mulher, babando os peitos dela....de resto a minha decepção foi que não teve um coquetel a altura dos convidados, foi servido apenas água mineral natural (sem estar gelada) e cafezinho, ambos iguarias que todos nós temos em casa....Embora o dono deste espaço seja um suiço que mantém uma fabrica de charutos para exportação, além de uma vasta plantação de tabaco aqui na região....DECEPCIONANTE....

4 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Amiga Tamar
Conseguí visualizar a mulher carregando a cruz , e também a reação dos homens no momento da nudez...rs... Bobões, como você diz!
Mito interessante o seu post!
Aliás, como sempre!
Eu, que ando afastada das tintas e das telas, que há tempo não faço uma das minhas artes pobrezinhas, para consumo interno, fiquei assanhada ao menos para executar uma arte postal... Puxa...
Abraço, amiga!

Luis Filipe Gomes disse...

Bizarra é a palavra certa para a arte deste tempo que vivemos. Poderíamos bem criar um movimento assim chamado. Além disso a minha parte folclórica faz logo rima entre guitarra e bizarra. fado e bizarro.
Houve um tempo em que eu pensei que as inaugurações de exposições poderiam ser alimento para o espírito e para o corpo, então como eram no final do dia a seguir às pessoas saírem do trabalho e antes de irem para casa, eu quase lhes dava jantar.Pasteis de bacalhau, rissois de camarão, pasteis vegetarianos, azeitonas de várias qualidades, queijos, piza, bolos, frutas, vinhos tintos e brancos de várias regiões, sumos, água e até cafezinho Nessas exposições era garantido que a obra de maior sucesso era a mesa ou mesas onde se dispunham os alimentos. Agora estou mais numa de Danneman.
Mudando de assunto, acho que a obra que mais vais recordar foi essa que não fotografaste. O tempo que levas na sua descrição já diz o quanto ela te tocou. Tem a ver com a exploração da mulher com a sua sacralização enquanto pedaço de carne para consumo sexual etc. etc.
Preciso que me expliques paetê, são brilhantes ou são roupas com brilhantes? E parangolê?...
Em 1993 eu vi na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, uma exposição grandiosa do Hélio Oiticica. Bem me lembro que vi aí os parangolês dele com cores coloridas. Pareceram-me peças de vestuário de um porta estandarte, mas tão estranhas tão bizarras que me apanharam desprevenido. Acho que em definitivo essa exposição me marcou como artista se é que me posso defenir como tal. Não sei se entendi o que estava a ver... Os meus códigos e referências ao falharem a catalogação abriram-me o entendimento para a arte total: "O museu é o Mundo". O que desde aí tenho feito ou evitado fazer, ou adiado fazer deve-se em boa parte a Oiticica.

Tali?ta! Andrade disse...

Olho de Pombo.
O nome da obra em questão ( nem sei se vem ao caso, mas só pra constar) é Estética da Via Crucis...Fiquei curiosa de saber o que vc define como "curiosa"..fico feliz que de alguma maneira a perfomance tennha te tocado, eu como mulher apenas vomitei um monte de coisas que vem me incomodando a muito tempo!!! com relçao a ditadura da beleza e outros estupros..

Para Luis FiIipe:
Vou lhe descrever exatamente o que tinha explicitamente na cruz:
colagens de revistas " femininas" , cacos de espelhos espalhados, colares, pincel de maquiagem, salto alto, secador de cabelo, chapinha, baton e por fim uma cinta - liga, essa cruz esta lá no Dannemann encaixada em uma base toda de mosaico de espelho... em cima da base deixei uma caixinha de música e a coroa que usei durante a perfomance feita de sapatinhos de salto alto, garfo e faca...O vídeo da perfomance estará rodando lá , se ainda quiser dar uma olhadinha...

No mais a Bienal foi o que foi eu estou quilos mais leve...em um certo ponto...

Roberta Nascimento

COLETIVO 100 NOME disse...

olá, Olho de Pombo.
quanto à performance bem humorada, (a 2°foto da postagem)agradecemos a postagem, e viemos esclarecer nossa proposta.

O nome da performance é VENDE-SE UM ARTISTA A PREÇO DE BANANA!.

Eramos três artistas, nos vendendo em frente a uma instituição cultural ( Centro Cultural Dannemann), ironizando a real situação dos artistas no mercado de arte atual.

Nós artistas, estamos tão banalizados, tão entregues nas mãos dos galeristas, curadores, e editais de arte, que chegamos ao ponto de nos sentirmos a preço de banana.

Hoje, um artista não cria pelo simples desejo de criar.
Cria, com a preocupação se vai se adequar a esse ou aquele edital, se vai agradar aos curadores ou donos de galeria.

Não se faz mais arte, pelo simples prazer de criar,pois quem dita hoje quem é artista ou não é o mercado e quem está no topo dele, e na grande maioria, os curadores de arte nem ao menos são pessoas envolvidas em arte, ou que demonstrem sensibilidade artística.

E nós , meros artistas contemporâneos,sem o tal Q.I.
( QUEM INDIQUE)ficamos assim, A PREÇO DE BANANA!

Na verdade, nosso trabalho era uma crítica ao mercado de arte atual, e uma reflexão aos artistas , do rumo que estamos levando a nossa profissão.

Uma crítica , é claro como uma pitada de humor e um pouco de ironia, afinal, nos vendemos também, quando entramos num edital e concorremos na bienal! RS

Então ,pedíamos aos artistas presentes na bienal, VENDAM-SE, TROQUEM-SE ,A PREÇO DE BANANA, OU ENTÃO REAJAM!

Abraços,
Coletivo 100 nome.