quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Colecionismo, o que é realmente?

 ossada de um peixe comido 60 anos atrás...
 Cachimbo indígena, encontrado numa serra de pedras, no sertão baiano.
 Rabinho, chocalho de uma velha cascavel, morta a mais de 50 anos...
 Carcaça de um  TATU bOLA
 Vasilhame confeccionado com osso. Sem idade estabelecida, mas que estava numa cozinha de fazenda  no inicio do seculo XX.
 Queixada de um porco selvagem, com todos os dentes no devido lugar, animal extinto.
 Fóssil de um Osso, de 5 mil anos, aproximadamente, certamente de m animal grande, que  ainda não identificado.
 Forma em madeira para fazer sapatos. Tamanho pequeno, anos 30; uma casa de" maria pobre" que construiu aqui na Forma, tranquilamente afetou os sentimentos da colecionadora que resolveu mante-la assim, intacta.
                                           Pedras com inscrições rupestres, do sertão da Bahia.
Pedra supostamente descrita como um meteorito que caiu no sertão baiano décadas atrás; não existe uma datação concreta a cerca do fenômeno, apenas a pedra Negra, áspera, pesada foi descrita como tal.







Por mais que eu leia   e estude e observe o Colecionismo, o colecionador, a coleção, menos eu chego a um lugar comum. O que "leva" uma pessoa ao ato de colecionar, juntar ou guardar objetos como esses ilustrados aqui? O que esses objetos tem em comum? E por que eles foram se encontrar no mesmo lugar, sendo que são de lugares riginários bem diversificados? E eles escolhem um guardião, ou este aparece aleatoriamente? Existe alguma crença oculta no intimo de um colecionador?
As maõs que seguram os objetos destas fotografias, são as mesmas maõs que as colecionam. Coletar, Colecionar, Coleção.... tudo na mesma raiz?

3 comentários:

Pedrita disse...

tema difícil. beijos, pedrita

Luis Filipe Gomes disse...

Na minha modesta opinião, coleccionar é o mesmo que deixar uma pegada, um rasto. Esse trilho diz por onde passámos, para onde olhámos e o que teremos visto. É um convite a que outros façam a nossa viagem e nos validem o percurso, que nos achem percursores, seus mestres de alguma maneira. Quando isto é conseguido chegamos ao domínio dos "que se vão da morte libertando" ou seja, os que entram na memória colectiva e se tornam exemplo e referencia, se tornam arquétipo de um colectivo de uma comunidade.
Nada colecciono presentemente mas em tempo coleccionei canecas. Cheguei a ter mais de 200, feitas em cerâmica, metal, madeira,casca de árvore,chifre, pedra. E eram de locais tão diferentes como Sibéria, China, África, Canadá (nunca tive nenhuma da América do Sul).

Luis Filipe Gomes disse...

Bela colecção a das tuas imagens.