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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Andando pelas ruas do Recife




As três primeiras fotos foram tiradas de  dentro do ônibus em que viajei hoje da minha casa para o centro da Cidade do Recife. O homem se banhando numa torneira entre um estacionamento e a rodovia da estação terminal de ônibus  urbanos no Cais de Sta Rita foi demais. Eram onze e meia da manhã, e ele estava se lavando indiferente aos transeuntes e sequer percebeu que eu o estava olhando. Bem ao lado dele um monte de lixo misturado; galhos de arvores mortas, comidas das barracas que servem almoço, papel e vai saber mais o que! A terceira foto é de um tronco de arvore morta bem no meio de um espaço que a meses a prefeitura a meses desocupou de donos de bares ali, ao lado do terminal de ônibus  do Cais de Sta. Rita e até hoje não fez nada.
A última foto são de manequins na rua Direita, ali próximo ao Largo do Livramento. Já faz muto tempo que eu quero fazer essa foto, sempre que passava ali, ficava namorando esses manequins. E hoje criei coragem, saquei a máquina da bolsa e clic,... fiz o congelamento da imagem. E ai fiquei feliz!
Andei por vários becos por ali só para constar o abandono ao Centro histórico de Recife, tanto pelo povo, quanto pelo poder publico. Uma vergonha o que se faz com o Patrimônio deste país!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Da série ANTROPOLOGIAS DE RECIFE, MASCATES







Recife historicamente é um lugar aonde os mascates  fizeram sua grande contribuição na economia da região, e pelo jeito continua fazendo, apenas informalmente agora.
 
Em todos os lugares em Recife tem alguém de forma ambulante vendendo algo. Mesmo nos locais onde existem placas com as letras da palavra "proibido". Nos ônibus vendem pipocas, balas, chocolates, canetinhas, agendas, paçocas, agua e as vezes refrigerantes.... e nos metrôs a mesma coisa, sendo que tem um aviso bem grande de "COMERCIO AMBULANTE É PROIBIDO". Já vi brigas feias de meninas com rapazolas por causa dessas vendas dentro e na plataforma do metrô. Atualmente eu creio que isso está correndo solto por causa da próxima eleição.
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

SÉRIE " antropologicas de Recife"





Fotografei da janela dos ônibus que eu viajei hoje pela cidade de Recife. São muitas imagens, muitas coisas acontecendo por todos os lados, mas quase tudo se encaixa num denominador comum: a corrida pelo dinheiro, pela sobrevivência; em todos os pontos de bus, (com raríssimas exceções) os vendedores de alimentos ambulantes estão presentes, com  as suas iguarias produzidas pela indústria em sua grande maioria. Ainda bem que a água de coco está presente em algumas barracas, mas as outras frutas da região estão sumindo.
Além do comercio de alimentos industrializado o lixo é o maior astro, quando chove, a lama e os restos de detritos das sujeiras ,que são as marcas dos humanos se faz presente em todos os bairros e ruas da cidade. Mas o contraste com os novos arranha céus  e suas aparências burguesas (também por todos os cantos da cidade) dá um toque mágico a tudo o que um olho gosta de captar....

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Chuva

Ontem de madrugada choveu em Recife. Ah! como foi bom acordar e ouvir o som das aguas caindo do Céu...Então chegou a hora dos simples mortais saírem de suas casas para seus trabalhos, suas angústias com o tempo ainda nublado, porém sem chuvas. Se defrontaram com o Caos. As poças de águas em consequências dos bueiros entupidos de lixo não deixaram os automóveis, ónibus e caminhões circularem. A cidade toda ficou travada. E nos pontos de ónibus a insatisfação era geral. Sai de casa para ir ao aeroporto verificar pagamentos de contas nas agências bancárias que ali existem e fiquei quase duas horas para fazer uso de um bus! As histórias contadas entre desconhecidos é o que me moveu ficar ali na espreita!



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

UMA VIAGEM!

Viajar nem sempre é apenas sair da cidade em que se mora/vive e ir para outra, cidade. Viajar é também sair do seu lugar comum e contemplar o que se passa ao seu redor. Hoje começou a minha jornada na decisão de fazer um mestrado. Hoje começaram as aulas de duas disciplinas que escolhi para definir o meu projeto de pós graduação em Arqueologia. E isso requer idas e vindas da minha casa para a Universidade Federal de Pernambuco - uma verdadeira viagem! 
A minha surpresa foi que pela segunda vez o bus era conduzido por uma mulher; uma mulher motorista de ônibus! Todos os homens que entravam olhavam e sorriam. Ah! como eu queria poder ter fotografado não só com o meu olho esses momentos! A expressão dos machos vendo uma mulher dirigindo um ônibus é hilaria, pelo menos do meu ponto de vista. Fiz essa foto na contra luz propositalmente. Percebe-se que é uma mulher? Se a resposta for sim, então atingi uma parte do meu objetivo.
Subi e sentei ao lado de uma deficiente visual. Ela se voltou para mim assim que sentei. Mas ficou quieta, sem dizer nada. Uns sete minutos depois ela me pediu para avisa-la quando chegasse a determinada parada, onde iria descer. Eu falei que não sabia dessa parada mas iria pedir a motorista para parar. Tive que falar que não sou da cidade e que não conheço-a bem ainda. 
Ai ela perguntou:-"de onde você veio?" respondi -"vim da Bahia".
Ela disse:  - "que coincidência . Eu sou baiana do sertão, de uma cidade à beira do Rio São Francisco. Está passeando por aqui?"
Eu respondi: -"Não. Eu estou fazendo um curso na UFPE."!
Ela disse :  - " E está no fim." ( afirmando)
Eu respondi: - "Não estou no inicio". 
Ela: "Ah!" com uma voz de surpresa. 
Muito surrealista.
No final ela perguntou: -"quem está conduzindo esse ônibus é a morena?"
"Sim", falei.
E ela: -"bom... ela já me conhece!" ai chegou no lugar de descer;  desceu, sozinha e seguiu para casa.

sábado, 19 de outubro de 2013

O que é correto?

"Av. Dantas Barreto, onde os camelôs são os donos"

"Da minha janela do bus, uma foto da Livraria Cultura."

"Vendedora de pasteis na cidade universitária".



A viagem de ônibus continua. O chato é não poder fotografar. Embora eu reconheça que as pessoas têm o direito de não se exporem. Portanto me sinto uma raptadora de imagens. Ou melhor, uma ladra de imagens.
São tantas belezas expostas ao meul olhar e tão poucas possibilidades de mostrar! A última viagem, que foi ontem para ir e voltar da aula de Ikebana Sanguetzu, fiquei a observar o volume de mulheres nas ruas e dentro dos ônibus, a começar de eu mesma..Em uma parada subiram oito mulheres e um homem! Eu contei e fiquei quieta. Três paradas depois o motorista comentou com um amigo que estava viajando encostado na porta de entrada ( curioso como muitos homens fazem isso: se encostam na porta e vão trocando lero-lero com os motoristas!) isso: -"oxente, hoje só da mulé na rua!".

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Antropologias de Recife


Eu acabo de descobrir uma maneira jeitosa de colar fotos no post sem usar as imagens dos desconhecidos, ilustres companheiros de viagens  em bus pela cidade do Recife. Imagens dos lugares onde eu estive antes ou depois(?) de entrar num bus. Desta vez eu vou salpicar acontecimentos de três percursos diferentes, mas  as fotos serão do lugar que eu visitei hoje na parte da manhã. O primeiro foi percurso que falarei eu fiz domingo passado. Peguei um bus do Recife antigo até a praia da Boa Viagem. E fiquei fascinada observando dois surdos a conversar! Foi muito legal. O segundo percurso, eu tinha acabado de sair do Museu Cidade do Recife, que fica na praça das Cinco Pontas e ia para o Museu Militar, no bairro antigo de Recife.quatro motoristas trocavam filosofias a cerca dos passageiros. O moto que conduzia o bus tinha acabado de ter um bate boca com um cara,"passageiro da agonia"e estava com muita raiva,(o motorista). Os amigos então começaram a falar do quanto as pessoas são ruins, mal educadas, grosseiras e tudo mais,  que não cumprimentam o motorista, fazem perguntas idiotas, e querem sempre estarem com a razão. Pois  os colegas motoristas estavam solidários com o condutor, recém atingido por palavras grosseiras. Pronto! Foi só falar de maldade e bondade que começaram a pipocar altas filosofias dos passageiros! Quando um que estava calado finalmente verbalizou: ".O ser humano já nasce ruim quando é ruim não tem jeito que dê jeito. E quando é bom, coisa rara, é bom sem precisar de acrescentar nada! Ai estava na hora de eu descer e o papo filosófico continuou rolando no omnibus, provavelmente, ou não!

domingo, 28 de julho de 2013

antropologias em Recife

Não posso colar fotos dos anônimos que eu escuto nas viagens dos percursos dos ônibus na cidade de Recife, mesmo que no fundo todos nós sermos anonimos uns para os outros. Então aproveito e colo a minha própria foto. Eu não sou anonima ao meu blog.
Outro dia eu estava indo para a segunda aula de Ikebana Sanguetsu. Eu entrei no ônibus. Duas cadeiras. Uma ocupada por uma senhora de meia idade e a outra por uma menina, que estava de cabeça abaixada. Perguntei para a senhora se eu poderia me sentar; ela gentilmente pediu para a jovem que sentasse no colo dela para me dar o lugar. No inicio a menina resistiu dizendo com a cabeça, que NÃO.Foi ai que eu percebi que a menina tem Síndrome de DWOM. Então mui sem graça falei que tudo bem, eu ficaria em pé. A mãe não aceitou. A menina acaba indo para o colo da mãe e durante toda as nossas viagens ( cada uma indo para um lugar diferente) ficamos amigas e altos  trocamos. A garota no final da viagem delas não queria descer... e eu foi quem a convenceu de seguir a sua mama... muito interessante esse tipo de experiencia humana. MASTER CARD, não paga....