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domingo, 28 de julho de 2013

antropologias em Recife

Não posso colar fotos dos anônimos que eu escuto nas viagens dos percursos dos ônibus na cidade de Recife, mesmo que no fundo todos nós sermos anonimos uns para os outros. Então aproveito e colo a minha própria foto. Eu não sou anonima ao meu blog.
Outro dia eu estava indo para a segunda aula de Ikebana Sanguetsu. Eu entrei no ônibus. Duas cadeiras. Uma ocupada por uma senhora de meia idade e a outra por uma menina, que estava de cabeça abaixada. Perguntei para a senhora se eu poderia me sentar; ela gentilmente pediu para a jovem que sentasse no colo dela para me dar o lugar. No inicio a menina resistiu dizendo com a cabeça, que NÃO.Foi ai que eu percebi que a menina tem Síndrome de DWOM. Então mui sem graça falei que tudo bem, eu ficaria em pé. A mãe não aceitou. A menina acaba indo para o colo da mãe e durante toda as nossas viagens ( cada uma indo para um lugar diferente) ficamos amigas e altos  trocamos. A garota no final da viagem delas não queria descer... e eu foi quem a convenceu de seguir a sua mama... muito interessante esse tipo de experiencia humana. MASTER CARD, não paga....

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Antropologias recifenses

Ela já estava no ônibus quando eu entrei. Afastou-se silenciosa para eu sentar na cadeira da janela. Já corríamos um bom trecho quando entabulamos conversa. Ela me disse que era gaúcha. Senhora, cabelos brancos, negra, vestida impecavelmente e na lapela da blusa um botton com o nome Sister Pádua. Eu disse que era baiana. Depois que o bus saiu do perímetro do centro ela perguntou: "Estou muito longe do centro?" Respondi, -"o centro foi aonde eu subi no ônibus, minutos atrás." Ai todos nesta hora queriam ajudá-la a descer num melhor ponto para retornar. Cada um dizia uma coisa, menos o motorista. Ela desceu. Eu continuei, indo em direção da minha aula de Ikebana Sanguetzu, vivificação da flor. Arranjo com flor natural. Duas horas depois, estou eu dentro de outro ônibus, retornando ao meu ponto de origem, cujo itinerário nada tem a ver com o anterior, quando de repente da janela eu vejo ela, a Sister Pádua, proseando com outra senhorinha, em pé, num ponto de ônibus, quiçá esperando algum bus para perambular pela cidade. As pessoas idosas fazendo turismo gratuito? Ou fugindo de suas casas, cujos jovens netos/netas, ou filhas/filhos não aguentam as suas presenças/////////////////////////////////////////////?