Realmente observar os humanos é uma distração in tanto! De qualquer angulo sobre qualquer superfície, em todo suporte que existe olhar o outro como se estivéssemos olhando através de um espelho é tão delicioso quanto ver um filme, um filme de um bom diretor ou de um bosta qualquer.As cenas de rua são espetaculares. Prefiro isso a ir a um circo. As cenas domésticas são mais surrealistas do que qualquer obra de Salvador Dali ou de BOSH. Tudo que existe existe pelo human@ para o human@ e nada anda sem essa realidade. Me sinto tão livre! Tão absolutamente UNIVERSO, impregnada de todos os elementos do universo! E uma grande e maravilhosa coisa no human@ completa tudo isso : O RISO.
Nada substitui a risada, a gargalhada. Como ler, rir ainda continua na lista dos melhores remédios. E rir do Human@ é o ápice, é a glória!
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
OS DISCURSOS
E eu conheço algumas pessoas que dizem: "- Eu não entendo a Arte, a valorização da Arte. Muito menos entendo a existência do artista e suas extravagâncias".
Obviamente são pessoas que não entendem a própria historia humana. Durante o que chamamos de idade media, baixa, alta ou sei lá que postura foi, foram os artistas (na época não existia essa concepção), obrigados, massacrados, escravizados pelo sistema da igreja católica para pintar, desenhar em murais a historia dos santos, Jesus, Maria , José, dentro e fora das igrejas construídas. Com o propósito dirigido para o povo que não sabia ler. Pois sabemos hoje que a grande maioria dos europeus eram ANALFABETOS. Tudo era desenhado e pintado nos murais e paredes das igrejas. Os artesãos (que eram recrutados nas guildas) mais espertos e que já sabiam ler, liam o que os representantes da igreja mandavam ler muitas e muitas vezes para conseguir passar através dos desenhos o que seus serviçais pintariam, o mais sabido virava mestre entre estes artesãos. Durante a implantação do regime comunista russo,em meados dos anos vinte do século vinte os dirigentes do partido comunista fizeram a mesma coisa: escravizaram artistas, desenhistas e cineastas para criarem o discurso da propaganda do comunismo. A minha vontade aqui não é contar a historia da arte, pois existem livros maravilhosamente escritos sobre ela, mas sim dizer que recentemente em uma oficina de Gestão Cultural (promovida pelo atual governo), no final do curso, a agente cultural passou um filme, do qual se apropriaram, de um balé russo moderno para mostrar que a união, e a determinação são fundamentais para que grupos se formem para ganharem editais de culturas.
E então a ARTE SERVE OU NÃO PARA CRIAR DISCURSOS?
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
EXPOSIÇÃO DE BRINQUEDOS DO COLECIONADOR DAVID GLAT, em Salvador-Bahia.
Primeiro de tudo eu quero agradecer ao Colecionador de brinquedos David Glat por ter cedido aos argumentos do curador/escultor/artista Emannuel Araújo que propôs ao Glat mostrar à sua coleção de brinquedos populares, a nós, o publico amante das belas artes e dos Museus. A história é longa, e com certeza daria ótimo artigo, ótima crônica, enfim daria panos a manga para quem gosta da pena de como toda essa beleza de coleção veio a público. Eu aqui na verdade queria apenas levantar uma problemática que é tão debatida nas salas de aulas do nosso curso de Museologia/UFRB. É a coisa do público interagir com o que o museu expõe. A maioria dos colegas defende que o público tem direito sim, a meter às suas mãos nas obras dos artistas, artesões, criadores, etc. que estão disponíveis nos espaços museais e culturais. Aqui eu quero deixar bem claro que eu sou totalmente contra. O artista tem o direito de não querer isso. Ou de querer isso. O artista pode criar sua obra com o sentido de que o público seja co autor, o artista pode querer a interação ou não.
Mas e quando um colecionador disponibliza a sua coleção em exposição num Museu, ou seja, "a menina dos seus olhos", o seu xodó, a sua paixão. Isso quer dizer que o povo tem o direito de "querer" e meter a mão e destruir os seus objetos que foram adquiridos através do tempo? E o seu o tempo de coletar, colecionar, documentar, e catalogar esses seus objetos simplesmente não existe? O sentimento pelo qual o colecionador formou a coleção é jogado assim na sarjeta? Simplesmente para dar vazão a barbárie? A essa praga do vandalismo que algumas pessoas costumam alimentar dentro de si?
Tudo isso porque ontem ao visitar a coleção dos brinquedos do David Glat no Museu de Arte da Bahia um dos guias me informou de brinquedos já quebrados, avariados pelo público infantil. A falta de educação faz estragos e já dá prejuízos.
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